domingo, 28 de agosto de 2011

Dia da caça

Não é de bom e cristão tom desejar-se mal ao próximo, regozijar-se ou escarniar-se de sua má sorte. Mas, como não sou cristã e- considerando que esta crença baseia-se no castigo aos que não seguem seus dogmas- sinto-me impune. Seja como for, os remanescentes hippies e intelectuais e todos os simpatizantes dos movimentos de contracultura não poderiam esconder uma certa satisfação com a decadência da economia americana,não soubessem que,  não raro, o que de mal acontece em um regime econômico,  recai sobre as classes menos favorecidas. E não fosse a admiração pelo seu, agora presidente Barack Obama, cuja trajetória de vida brevemente se assemelha a de nosso ex ,Lula da Silva, alguns brasileiros até festejariam o fato.
São, pelo menos 70 anos de submissão econômica, cultural e moral dos países do chamado terceiro mundo aos Estados Unidos. O que a população destes países perdeu é incalculável. A descaracterização nacional que lhes foi imposta, com a universalização do idioma e a propagação imperialista  do “american way of life”_quando a frustrante noção de que ”trabalhando duro se vence na vida” _foi incutida e perpetuada nas cabeças das pessoas, como o certo para todos; estes são apenas alguns dos prejuízos, somados aos arrochos salariais para pagamento às dívidas com o FMI e às trágicas conseqüênciase da ditadura nos governos passados,pelo tio Sam orquestradas.
Na justica dos céus, não acredito,mas, a dos homens...Esta tarda,mas,não falha.
Aí vem a pergunta que não pode calar: Os males causados por sua ideologia, ainda que a longo prazo é reversível? Os nossos tataranetos poderão criar seus filhos com outra visão? Por quantas gerações terá sido geneticamente comprometida a memória dos nossos? 
Cê me pega vivo ,eu escapo morto.Derrepente,olha eu de novo...Que medo você tem de nós! Olha aí...".(Sidney Müler)

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